Vi a casa cheia de mato.
Meses que não cortam aquele mato.
Quem vive lá?
Sobrado, cinzas de cigarro sobre minha cabeça. Calor.
Entre conversas mandarim vi o carrão na casinha.
Brinquedos espalhados.
Capital, parece capital. Talvez começo do século passado.
Pra quê grades? Prisão?
Uma rua sem esquina, em vez de esquina, uma casa, em vez de casa, uma grade.
E outra grade. Imigração.
Mais um pouco, chopp depois do trabalho.
Vi o homem do papelão.
A sapataria, vazia.
O homem, não.
