Nada mais assustador do que a própria situação afásica, diante de inúmeros problemas convergentes.
São as palavras, que faltam quando não se preocupam com a necessidade de quem as procuram.
É engraçado e comovente, surtos acabam por controlar os movimentos de toda a sociedade. Impressionante sentir o entusiasmo humano, a ambição, e acima de tudo o ensaio e a fábula.
Nada mais erudito do que não saber nada.
É estranho - mas deveria trazer confiança - sentir-se como segmento inferiorizado.
A tal epistemologia parece não funcionar em tempos de maquinaria
Contínua vontade de entender o porquê.
Produzir a qualquer custo, idéias a qualquer custo. Quantidade é o negócio.
É fácil se obrigar - pelos instintos selvagens - a produzir uma nova "coisa" dentro do pré-estabelecido. Isso mesmo, coisa, que se confundi com desejo, e ao mesmo tempo, vê-se que o pensamento moderno é tributário.
Novas regras, velhos hábitos.
O moderno de hoje é diferente do moderno de anos atrás, mas continua o mesmo. O todo se renova, guiado pela própria razão incontestável, pela própria figuração humana.
Desejo do novo, vitória do velho, vitória do novo. E permanece.
As relações entre diferentes estágios de sabedoria - a grosso modo - fazem parte de um jogo ainda maior, aquele do discurso, às vezes, inconstante. Não há meios para esse se tornar constante dentro da sociedade da demarcação, e cada estágio de intelecto tem seu valor e sua função.
Antes mesmo da união da experiência com vontade ou desejo, (a sociedade de desiguais, hierárquica dentro da própria esfera privada/pública) a família já está pré-estabelecida. Essa fusão sustenta graus constantes de hierarquias hereditárias.
Claro, toda essa aprendizagem familiar é essencial para a construção do indivíduo, mas até certo ponto. No momento em que relações hierárquicas internas afetam o mundo externo, a situação ganha um novo conceito de indivíduo, o indivíduo da hierarquia hereditária.
Entendendo, é possível definir uma nova síntese: os indivíduos modernos convivem diariamente com relações precedentes. Por mais óbvio que pareça ser, é quase sempre esquecido.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
MAIOR
A revolução não se dá de uma hora pra outra, muito menos é vencida de uma hora pra outra.
É algo muito maior, e pode sim se tornar cotidiano.
Sabes que não faria por mal, não destruiria o elo por imbecilidades.
É algo muito maior, e pode sim ter solução.
É algo muito maior, e pode sim se tornar cotidiano.
Sabes que não faria por mal, não destruiria o elo por imbecilidades.
É algo muito maior, e pode sim ter solução.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Vou andando, movimento
Orgulho não falta, pauta
Traído pelo próprio desgosto
Café com canela, por favor
O troco tá errado, dei 20
Prédios acabam por mostrar passado e presente
Neles, os formigueiros de gente
E mais uma vez o desgosto
Banal, vertical
Do balcão vê-se o movimento
É isso, movimento
Dançarinos, pastas, automóveis, já dirigi um
Tudo em movimento
E o som ambiente
Deixa inerte, do lado de fora
Mas o dinheiro traz movimento
Desgosto também
Enquanto fica movimentado
O trânsito vai me irritando
Sei lá, vou andando
Traído pelo próprio desgosto
Café com canela, por favor
O troco tá errado, dei 20
Prédios acabam por mostrar passado e presente
Neles, os formigueiros de gente
E mais uma vez o desgosto
Banal, vertical
Do balcão vê-se o movimento
É isso, movimento
Dançarinos, pastas, automóveis, já dirigi um
Tudo em movimento
E o som ambiente
Deixa inerte, do lado de fora
Mas o dinheiro traz movimento
Desgosto também
Enquanto fica movimentado
O trânsito vai me irritando
Sei lá, vou andando
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Rigidez
Para todos os ouvintes da Rádio-Pirata deixo bem claro:
- Escrevoporquequeronãoporquesei.
Não uso vírgulas.
Qualquer rigidez ganha o jogo.
- Escrevoporquequeronãoporquesei.
Não uso vírgulas.
Qualquer rigidez ganha o jogo.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
A multidão engoliu
Parece túnel, constante, curto e sonolento.
Sonolento como o leve balanço do metrô.
Os olhos, estes fixam e não desviam por nada, nem mesmo pela voz anunciando a próxima estação.
Impressionante aquele sono!
Quando clareou, a chuva deixava gotas na janela, deixava intocável o sono dela.
Última parada anunciada.
Levantou e saiu como se nada tivesse acontecido, nem mesmo olhou para trás.
A multidão engoliu.
Sonolento como o leve balanço do metrô.
Os olhos, estes fixam e não desviam por nada, nem mesmo pela voz anunciando a próxima estação.
Impressionante aquele sono!
Quando clareou, a chuva deixava gotas na janela, deixava intocável o sono dela.
Última parada anunciada.
Levantou e saiu como se nada tivesse acontecido, nem mesmo olhou para trás.
A multidão engoliu.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Espetáculo incerto
O público publica o aplauso, e aplausos publicados permanecem.
O espetáculo já havia começado.
É como um circo, palhaços por todos os lados.
O dinheiro do ingresso se esvaindo sem direção, como flechas incertas, como bancos incertos.
Inexorável.
Simplismente.
O ex-público?
Também aplaude o tempo todo.
A platéia que sentava no fundo se organizava e dizia:
- Me tornar algo privado? Direitos incomuns?
Nunca!
O dono do espetáculo teve que ir embora.
Resmungando calado, teve que ir embora.
O martelinho batendo:
- Posso ir, mas nada vai mudar!
Como Vinicius, o preto mais branco, respondia.
Com ele a multidão do lado de fora exigia:
- Publicização do privado!
Se perguntavam:
- A casa de shows deixará de ser branca?
Não existe ignorância lá no fundo.
O espetáculo está quase no final.
O espetáculo já havia começado.
É como um circo, palhaços por todos os lados.
O dinheiro do ingresso se esvaindo sem direção, como flechas incertas, como bancos incertos.
Inexorável.
Simplismente.
O ex-público?
Também aplaude o tempo todo.
A platéia que sentava no fundo se organizava e dizia:
- Me tornar algo privado? Direitos incomuns?
Nunca!
O dono do espetáculo teve que ir embora.
Resmungando calado, teve que ir embora.
O martelinho batendo:
- Posso ir, mas nada vai mudar!
Como Vinicius, o preto mais branco, respondia.
Com ele a multidão do lado de fora exigia:
- Publicização do privado!
Se perguntavam:
- A casa de shows deixará de ser branca?
Não existe ignorância lá no fundo.
O espetáculo está quase no final.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Assinaturas
Descobri o quanto um vereador pode ser fdp!
É sério, to pasmo de ver tanta imbecilidade. Deu uma de engraçadinho.
Recado:
- Aprenda a ler primeiro, depois tente algo sério na política.
Urgência!!! A cidade precisa de assinaturas!
É sério, to pasmo de ver tanta imbecilidade. Deu uma de engraçadinho.
Recado:
- Aprenda a ler primeiro, depois tente algo sério na política.
Urgência!!! A cidade precisa de assinaturas!
domingo, 2 de novembro de 2008
Ronda 2
Na noite alta os ratos rondam
E no asfalto os carros roncam
Bares e clubes luzem, sinais
Gangues de punks lúmpens demais
E prostitutas passam ao léu
E viaturas surgem no breu
Quando nas casas os justos dormem
Quando não matam os brutos morrem
Os seus olhos filtram letras
Luminosos, faroletes e holofotes
Nos seus olhos se reflete
Todo o lume do negrume dessa noite
Cena de bangue-bangue, faróis
Tiras, bandidos, anti-heróis
Tiros e gritos, cante mortal
Cena de sangue, lance normal
E pelas ruas, peruas rugem
Se abrem alas e as balas zunem
De repente você treme
E a sirene passa entre automóveis
Em suspense você pensa
O que pode com o ódio desses homens?
Arrigo Barnabé
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