Parece túnel, constante, curto e sonolento.
Sonolento como o leve balanço do metrô.
Os olhos, estes fixam e não desviam por nada, nem mesmo pela voz anunciando a próxima estação.
Impressionante aquele sono!
Quando clareou, a chuva deixava gotas na janela, deixava intocável o sono dela.
Última parada anunciada.
Levantou e saiu como se nada tivesse acontecido, nem mesmo olhou para trás.
A multidão engoliu.
