segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Novas regras, velhos hábitos

Nada mais assustador do que a própria situação afásica, diante de inúmeros problemas convergentes.
São as palavras, que faltam quando não se preocupam com a necessidade de quem as procuram.
É engraçado e comovente, surtos acabam por controlar os movimentos de toda a sociedade. Impressionante sentir o entusiasmo humano, a ambição, e acima de tudo o ensaio e a fábula.
Nada mais erudito do que não saber nada.
É estranho - mas deveria trazer confiança - sentir-se como segmento inferiorizado.
A tal epistemologia parece não funcionar em tempos de maquinaria
Contínua vontade de entender o porquê.
Produzir a qualquer custo, idéias a qualquer custo. Quantidade é o negócio.
É fácil se obrigar - pelos instintos selvagens - a produzir uma nova "coisa" dentro do pré-estabelecido. Isso mesmo, coisa, que se confundi com desejo, e ao mesmo tempo, vê-se que o pensamento moderno é tributário.
Novas regras, velhos hábitos.
O moderno de hoje é diferente do moderno de anos atrás, mas continua o mesmo. O todo se renova, guiado pela própria razão incontestável, pela própria figuração humana.
Desejo do novo, vitória do velho, vitória do novo. E permanece.
As relações entre diferentes estágios de sabedoria - a grosso modo - fazem parte de um jogo ainda maior, aquele do discurso, às vezes, inconstante. Não há meios para esse se tornar constante dentro da sociedade da demarcação, e cada estágio de intelecto tem seu valor e sua função.
Antes mesmo da união da experiência com vontade ou desejo, (a sociedade de desiguais, hierárquica dentro da própria esfera privada/pública) a família já está pré-estabelecida. Essa fusão sustenta graus constantes de hierarquias hereditárias.
Claro, toda essa aprendizagem familiar é essencial para a construção do indivíduo, mas até certo ponto. No momento em que relações hierárquicas internas afetam o mundo externo, a situação ganha um novo conceito de indivíduo, o indivíduo da hierarquia hereditária.
Entendendo, é possível definir uma nova síntese: os indivíduos modernos convivem diariamente com relações precedentes. Por mais óbvio que pareça ser, é quase sempre esquecido.
 
 
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