sábado, 13 de dezembro de 2008

O homem deve ser lembrado

Talvez pareça mais um clichezinho cotidiano...
Mas quando eu era pequeno, acreditava muito nas pessoas, tinha raiva delas e mesmo assim acreditava.
Eu quase sempre achava lindo e genial aquele pouco, pequenas e repentinas coisas que, sem dúvidas, outra pessoa logo esqueceria (não a Patt). Uma vez cheguei a chorar de verdade por ver um velhinho - com traços tristes e cansados - vender sorvete por alguns centavos. Todos que passavam, nem olhavam, passavam reto.
E eu entrei no carro chorando, mas sem mostrar aos meus pais. O que mais queria era sentar ali perto do velhinho, ouvir alguma história.
Hoje, consegui perceber o quanto devo continuar a acreditar nas pessoas. O quanto devo criticá-las e o quanto devo ouvir cada palavra que, muitas vezes, não tem espaço neste tão justo sistema.
Bastou ouvir de um artista de rua: "Estou estudando pra tentar escrever um roteiro", pros meus olhos lacrimejarem.
Ele, com o pouco que tinha pra oferecer, ofereceu ajuda.
Talvez pareça mais um clichezinho cotidiano...
Talvez até os clichês mereçam ser lembrados.
Por mais manjado que o mundo esteja, não me importo de acreditar. Nem de parecer o típico adolescente sonhador.

O homem deve ser lembrado.
 
 
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