terça-feira, 27 de outubro de 2009

Palavras de desordem do XXI

Apesar da náusea
Das pessoas, do clima, do mundo em desnível
Do mar em desnível
Dos ventos inevitáveis
Circulam aos redores as palavras
Meia dúzia delas que transformam
Os entornos, os contornos
Em pleno passo ao nada
Abruptamente, pensam no retorno

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Agora

Bixô, não tem jeito!
Temos que mudar.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Nota do Rodapé

²¹ É curioso o que sucede com essas conceituações reflexas. Um homem, por exemplo, é rei porque outros com ele se comportam como súditos. Esses outros acreditam que são súditos, porque ele é rei. Karl Marx in "Das Kapital".

sábado, 19 de setembro de 2009

"Na Selva das Cidades"

SHLINK: Ofereço 40 dólares pela sua opinião sobre este livro. Que aliás eu nem conheço, nem me interessa conhecer.

GARGA: Eu posso vender para o senhor a opinião de J.V. Jensen ou de Arthur Rimbaud, mas a minha opinião não está a venda, cavalheiro.

SHLINK: A sua opinião também não me interessa. Só que eu estou disposto a comprá-la.

GARGA: A minha opinião é o único luxo que eu tenho

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Tsani

"Para com isso! Abeso!"

Pra quê dar risada só porque eu errei o caminho?

Já sei, escolher prioridades!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Contra o tempo

Falo isso pra mim também.
Onde está o escrever?
Tudo contra o tempo (ou contra todos). Tudo se perdendo em simples manifestos de estudos pífios ou de razões íntimas do ser. Ou de paixões íntimas do ser.
Não há quem não possa escrever. Ou estudar, ouvir, falar, ouvir falar, crer e ser.
Mas há quem possa falhar ao fazer.
E refazer ao falhar.

twitter

a tendência é essa.
chic é escrever pouco.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Gay Talese

É legal ver algum norte-americano que, de certa forma, quebra a regra do inconsciente dos anti.

terça-feira, 16 de junho de 2009

João Kleber

A vida é um teste de fidelidade.
Você já fez o seu?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Integrações

Absurda mudança visual e até mesmo climática da chamada periferia até o centro do Brasil (pois é, não precisamos ir até o Centro-Oeste para tirar essas conclusões, basta pagar R$2,55 para o processo de integrações).
O que não muda são as pessoas. De Botujuru até Piqueri, de Piqueri até a Luz, as pessoas são as mesmas e (talvez) tenham as mesmas necessidades humanas (e as têm).
As crianças soltando pipas no verde olham o trem passar. As crianças soltando pipas no cinza olham os trens passar.
O processo é o mesmo, o que muda é a paisagem.
O que muda é você.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A arte imita a natureza

"A arte recria o princípio criador das coisas criadas".

O Sistema Trágico Coercitivo de Aristóteles

terça-feira, 2 de junho de 2009

Concordata

Será que todo esse socorro pedido ao Estado não evidencia a falência do sistema propriamente falido?
Será que não é a hora dos princípios (básicos e resumidos) marxistas criarem o sonho de cada um, assim, canalizando um fluxo de ações, independentemente de ideologias, partidos e religiões, e portanto, não banalizando o que demorou séculos para se construir e se solidificar (talvez na prática)?

Falo/pergunto porque estou vendo e até sentindo o repúdio da maioria.
E porque não deve ser deixado de lado.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Claro

É claro que é com você.
Te amo.

Longe

Minha casa fica tão longe da sua.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

zii e zie

"[...]Brilhou, piscou
Bruxuleou
Ardeu, resplandeceu
A nave da cidade

O sol se pôs
Opôs, nasceu
E nada aconteceu"

Caetano - zii e zie - perdeu

domingo, 10 de maio de 2009

Eles não usam black-tie

A greve continua.
A fome também.

A greve continua.
A fome contínua.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Bermudocracia

Não ande/entre de bermuda e/ou de regata.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Apenas mais um murinho

"Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral. A corrupção parece imbatível. Que fazer?"

Saramago, em seu blogue.

- Impressionante abrir o jornal e ver esta notícia. Não acredito que alguns façam da palavra de Sérgio Cabral as deles.
Conter o desmatamento? Por que, então, não embargar a obra de diversos condomínios de luxo que a cada dia desmatam e causam algum tipo de impacto ambiental?
Já entendi, é melhor murar a favela mesmo - com o gasto de 40 milhões - pois assim diminuiremos totalmente o desmatamento!
É até engraçado. Mas, não, não há nada por trás desse projeto! Ele apenas teve início na zona mais rica da cidade!

[Não esquecendo que agora os que abandonam o país para tentar uma vida melhor em outros países estão prestes a ter representantes. Se alguém me der uma ótima explicação do porquê desse outro projeto aí sim posso até concordar].

Pois é, só queria saber o motivo da negação do governador para ceder uma entrevista sobre seu fenomenal projeto.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Café letrado

Amor, conheci sua casa!
Ainda mais com café letrado.
E Cenedic e Desformas.
E seu banco confortável Mimado!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Vaso de flor

"Enquanto os poderosos deixam inúmeras fazendas para seus filhos (com enormes plantações), os que não têm nada não conseguem deixar nem um vaso para seus filhos plantarem uma flor".

Joel Paviotti

terça-feira, 17 de março de 2009

"A luz, a rua e a calçada" - Alberto Matenhauer Urbinatti

A luz [elétrica] paira sobre a rua que naquele momento está distante, vazia e deserta. Aquela mesma rua que sustentou o dia inteiro um movimento absurdo - pesado e fluido ao mesmo tempo - e essencialmente urbano. Parece moderna, autônoma, racional, e de tão racional, canaliza de tal forma o pensamento e leva-o para lugar nenhum. Essa canalização pode ser comparada a um rio poluído e/ou canalizado, que, a partir do momento em que tem o seu fluxo sob e sobre o concreto, deixa de ser vivo, calmo, perde suas tradições, sua veracidade e talvez sua forma, mas, principalmente, não mede suas consequências, isto é, a sua foz é incerta. A rua - também chamada de avenida - está em paralelo com tal rio canalizado ou poluído e um bom exemplo para esse caso é a Marginal Tietê em São Paulo, seu fluxo parece não ter fim e está a cada dia que se passa mais poluída (pelos próprios “organismos artificiais” que a utilizam, por exemplo, os carros). Por falar em organismos, naturais ou artificiais advindos dos naturais, presentes tanto na rua como no rio, podemos fazer uma comparação um pouco exagerada em sua forma: na rua, circulam automóveis, que por sua vez são produtos ou resultados de ações humanas, enquanto no rio poluído/canalizado, circulam resíduos, produtos e resultados do ser humano em si ou mesmo de ações desse. Torna-se importante essa reflexão sobre o que a rua foi, está sendo e o que vai ser, assim, deixando uma pergunta no ar.

Só sei que naquele momento de observação a rua era rua realmente e só a enxerguei porque havia luz elétrica.

Essa luz, invenção que modernizou de tal forma a humanidade, chega até aquele determinado ponto da rua por meio de fios condutores de eletricidade e de energia. Portanto, esses fios foram colocados de maneira estratégica, traçando um paralelo com a rua. Poderíamos dizer então que foram colocados em função dela? Não posso dar uma resposta, somente sugeri uma questão que a priori parece simples. Vou além, faço-me outra pergunta um pouco mais sugestiva: tal luz, traçada em paralelo com tal rua, faz o seu determinado papel, isto é, realmente ilumina o caminho e o fluxo (mesmo considerando que o fluxo noturno é menor que o diurno)? Perguntas não faltam, respostas sim. Entretanto, essa luz funciona como ponto comum entre a rua e a calçada.

Pois é, nesse exato ponto as calçadas entram como objeto de análise também. Elas têm, por um lado, uma ligação grande com tradições ahistóricas dos homens. Nas sociedades primitivas o caminhar era essencial e essencialmente humano, ou seja, andavam em busca de algo, mas utilizando de suas próprias forças. Nas calçadas, os indivíduos de hoje, de determinada maneira, se arriscam a utilizar forças próprias em meio a tantas forças mecânicas. De certo modo, podem ser considerados “nômades modernos”. Tudo isso pra deixar claro que as calçadas – nessa determinada análise - são o que sobraram de ações biologicamente humanas, as quais, também de algum modo, foram canalizadas e estreitadas, dando espaço às novas tecnologias que apareciam, assim, parece-me evidente que tais tecnologias foram guiando e determinando um simples andar dos indivíduos. Podemos dizer então que, apesar de vivermos uma época em que quase tudo está em função do tempo, as calçadas, ou quem as utilizam, talvez sejam menos velozes em relação ao que ocorre nas ruas? Penso que não, mas insisto em sugerir.

Em um olhar rápido e pouco questionador, a rua, a luz e a calçada pareciam isoladas e não tinham importância alguma, pois fazem parte e estão cooptadas no cotidiano da vida moderna. Com um olhar um pouco mais atento, observador e absorvedor consegui tirar algumas conclusões e estudar fatos como objetos. Claro que poderia ter analisado de diversas maneiras, e muitos complementos poderiam ser feitos, mas procurei seguir um fluxo de consciência de observação, que resultou em uma maneira simples e talvez questionadora.

Portanto, a partir do momento em que não criamos uma distância abstrata para entender a sociedade em que estamos inseridos, mergulhamos de cabeça nela, isto é, agimos de maneiras muitas vezes automáticas e programadas, e, essa aceitação sem questionamentos, pode ser a pior inimiga do agir.


- releve os erros de português!

Fundamento

Neste momento, fundo neste blog o uso, como base essencialmente e descontinuamente fundamental, da metáfora do flâneur. É um exercício importante, portanto, apesar de conhecê-lo superficialmente, tentarei desvendá-lo na prática (mesmo que descontínua e um pouco interna). Importante também é ter como base - não levando como um dogma ou um princípio - um pouco da "Redução Fenomenológica" que Sartre comentava.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O que é política?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Exemplo da vaca

"Piada de economista que distingue os modos de produção e regimes políticos contemporâneos":

Socialismo: Você tem duas vacas. O Estado toma uma e a dá a alguém.
Comunismo: Você tem duas vacas. O Estado toma as duas e lhe dá o leite
Fascismo: Você tem duas vacas. O Estado toma as duas e lhe vende o leite.
Nazismo: Você tem duas vacas. O Estado toma as duas e o mata.
Burocracia: Você tem duas vacas. O Estado toma as duas, mata uma e desperdiça o leite no sistema de racionamento.
Capitalismo: Você tem duas vacas. Você vende uma e compra um touro.

(?)

quarta-feira, 11 de março de 2009

M. May

Nos velhos tempos, se alguém chamasse um artesão de "trabalhador" ele seria levado certamente a uma briga... Mas agora disseram aos artesãos que os trabalhadores estão no topo do Estado, e portanto todos insistem em ser trabalhadores.

M. May, 1848

sábado, 7 de março de 2009

Do Século XIX

São novas regras, costumes, conversas, pensamentos, entre outros. Na verdade, não sei quais são as regras.
É um acervo gigantesco, tanto móvel como imóvel, com páginas ou com bate-papos.
O século XIX traz toda essa herança que precisa ser analisada e escupida da maneira mais acessível e esclarecedora.
A imaginação sociológica deve fazer parte dessa agenda.
Justamente, são pontos que, a priori parecem não ter ligação, mas a ligação quem faz somos nós. A academia também.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Todo Carnaval tem seu fim

A bebedeira cega, cada vez mais seca e distante está transformando a euforia popular. Não se vê mais o povo.
Tudo está como um jogo, no qual o caminhão de som - para uns, caminhão de ruídos - controla a massa pra esquerda, pra direita, pra lugar nenhum. A animação é falsa devido a falta de opção.
Os clubes? Sempre foram para quem pode. Parece que funcionam como encontro amigável e entusiasmado de vizinhos (que nunca se cumprimentam no dia-a-dia).
Sim, todo Carnaval tem seu fim, mas, aflora a cada ano a decadência ininterrupta; o medo do seu fim definitivo aparece à superfície.

Onde se escondem os velhos Carnavais-protestos?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

200 anos

É legal entrar para esses 200 anos. Mas ao mesmo tempo o peso é maior.

Em 1808 já existia corrupção, hoje não é diferente.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Estômago

Dentro dessa sua sala, cela, nada mais estranho que perder a cama de cima para o cozinheiro.
A cela continua a mesma, quem mudam são os homens. Ou não. Quem muda, consente.
Do chão ao teto, é tudo o mesmo chão, mesmo pão, Jão.
O problema não está na imigração!
Está na decadência, na secura, no glorioso açude do coronel, que quase sempre vive no anonimato.
O problema é de todos, não apenas do Nonato.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Crítica

Meu, fico espantado com a babaquice da maioria dos estudantes de hoje. Que mania besta, sem sentido nenhum a não ser formar hierarquia dentro da universidade. Como tem gente babaca, precisando aprender o que é ser estudante.

A crítica vai pras melhores universidades também. Não acredito que enfiam 420 alunos num curso tão legal. Eu sou a favor de que todos entrem sem vestibular, mas não todos em apenas uma instituição. É generalizar e até banalizar.

Tem tanta greve, porque não criticam o próprio jeito de ser estudante?

Adesivo

Foi o adesivo da minha porta que me avisou!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Belém, Belém

Caramba, Carimbó, a cidade é diferente!
Um misto de Cidade Velha com Cidade Nova. Sempre esperando o Tamoios.

A cidade é bonita, pontos turísticos diferentes.
Passeata dos Cem Mil e mais de cem mil pessoas que estão respirando o mesmo ar, o ar que só existe em outro mundo. Sim, é possível.
Veja e jornais não dão a mínima, mas aqui ninguém dá a mínima para o capitalismo , mais que isso, estão pensando no pós-capitalismo.
Essa integração é linda.
150 países, cinco presidentes e a nata intelectual do mundo, tudo isso no coração do Brasil: a Amazônia!

Podia acontecer um Fórum Social todos os dias.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Oficinas

Boa ideia: a cidade precisa de oficinas.
E de assinaturas.
E de todos nós.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Bares

Como os bares são interativos e engraçados!
Recebi a medalha por ter tocado na tampa toda mijada, o austríaco deu Green Label pra todo mundo e dormiu, o Lulu Santos e o Cesar Menotti compareceram. Todos são atrações. As mesas se integram. Todos querem mulher. Ou não. Ou não.

A conta do gringo vai vir cara.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Travolta receitou

Pretexto, é bom ter pretexto.
Saudável pode até não ser, mas nada como um bom pretexto.

As divertidas noites-sábados!
Não perca, John Travolta nunca as perdeu!

Na minha lista acabam de pedir um careta...
Claro, tinha esquecido que é Sábado, ou melhor, Domingo-madrugada.
Dia das fantásticas fábricas de nicotina lucrarem. As de malte e lúpulo então. Mas deve ter gente sóbria, deve ter gente lúcida, deve ter gente que ainda leva uma idéia.
Pelo menos eu acho.

domingo, 11 de janeiro de 2009

CEMARX

O que será que tem o CEMARX?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Agenda

Caramba!
Precisava do telefone do Objetivo.

Abri no "O" e dei de cara: Octávio Ianni!
Para qualquer amante de Sociologia não seria um simples acontecimento.
 
 
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