A bebedeira cega, cada vez mais seca e distante está transformando a euforia popular. Não se vê mais o povo.
Tudo está como um jogo, no qual o caminhão de som - para uns, caminhão de ruídos - controla a massa pra esquerda, pra direita, pra lugar nenhum. A animação é falsa devido a falta de opção.
Os clubes? Sempre foram para quem pode. Parece que funcionam como encontro amigável e entusiasmado de vizinhos (que nunca se cumprimentam no dia-a-dia).
Sim, todo Carnaval tem seu fim, mas, aflora a cada ano a decadência ininterrupta; o medo do seu fim definitivo aparece à superfície.
Onde se escondem os velhos Carnavais-protestos?
