sexta-feira, 27 de março de 2009

Café letrado

Amor, conheci sua casa!
Ainda mais com café letrado.
E Cenedic e Desformas.
E seu banco confortável Mimado!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Vaso de flor

"Enquanto os poderosos deixam inúmeras fazendas para seus filhos (com enormes plantações), os que não têm nada não conseguem deixar nem um vaso para seus filhos plantarem uma flor".

Joel Paviotti

terça-feira, 17 de março de 2009

"A luz, a rua e a calçada" - Alberto Matenhauer Urbinatti

A luz [elétrica] paira sobre a rua que naquele momento está distante, vazia e deserta. Aquela mesma rua que sustentou o dia inteiro um movimento absurdo - pesado e fluido ao mesmo tempo - e essencialmente urbano. Parece moderna, autônoma, racional, e de tão racional, canaliza de tal forma o pensamento e leva-o para lugar nenhum. Essa canalização pode ser comparada a um rio poluído e/ou canalizado, que, a partir do momento em que tem o seu fluxo sob e sobre o concreto, deixa de ser vivo, calmo, perde suas tradições, sua veracidade e talvez sua forma, mas, principalmente, não mede suas consequências, isto é, a sua foz é incerta. A rua - também chamada de avenida - está em paralelo com tal rio canalizado ou poluído e um bom exemplo para esse caso é a Marginal Tietê em São Paulo, seu fluxo parece não ter fim e está a cada dia que se passa mais poluída (pelos próprios “organismos artificiais” que a utilizam, por exemplo, os carros). Por falar em organismos, naturais ou artificiais advindos dos naturais, presentes tanto na rua como no rio, podemos fazer uma comparação um pouco exagerada em sua forma: na rua, circulam automóveis, que por sua vez são produtos ou resultados de ações humanas, enquanto no rio poluído/canalizado, circulam resíduos, produtos e resultados do ser humano em si ou mesmo de ações desse. Torna-se importante essa reflexão sobre o que a rua foi, está sendo e o que vai ser, assim, deixando uma pergunta no ar.

Só sei que naquele momento de observação a rua era rua realmente e só a enxerguei porque havia luz elétrica.

Essa luz, invenção que modernizou de tal forma a humanidade, chega até aquele determinado ponto da rua por meio de fios condutores de eletricidade e de energia. Portanto, esses fios foram colocados de maneira estratégica, traçando um paralelo com a rua. Poderíamos dizer então que foram colocados em função dela? Não posso dar uma resposta, somente sugeri uma questão que a priori parece simples. Vou além, faço-me outra pergunta um pouco mais sugestiva: tal luz, traçada em paralelo com tal rua, faz o seu determinado papel, isto é, realmente ilumina o caminho e o fluxo (mesmo considerando que o fluxo noturno é menor que o diurno)? Perguntas não faltam, respostas sim. Entretanto, essa luz funciona como ponto comum entre a rua e a calçada.

Pois é, nesse exato ponto as calçadas entram como objeto de análise também. Elas têm, por um lado, uma ligação grande com tradições ahistóricas dos homens. Nas sociedades primitivas o caminhar era essencial e essencialmente humano, ou seja, andavam em busca de algo, mas utilizando de suas próprias forças. Nas calçadas, os indivíduos de hoje, de determinada maneira, se arriscam a utilizar forças próprias em meio a tantas forças mecânicas. De certo modo, podem ser considerados “nômades modernos”. Tudo isso pra deixar claro que as calçadas – nessa determinada análise - são o que sobraram de ações biologicamente humanas, as quais, também de algum modo, foram canalizadas e estreitadas, dando espaço às novas tecnologias que apareciam, assim, parece-me evidente que tais tecnologias foram guiando e determinando um simples andar dos indivíduos. Podemos dizer então que, apesar de vivermos uma época em que quase tudo está em função do tempo, as calçadas, ou quem as utilizam, talvez sejam menos velozes em relação ao que ocorre nas ruas? Penso que não, mas insisto em sugerir.

Em um olhar rápido e pouco questionador, a rua, a luz e a calçada pareciam isoladas e não tinham importância alguma, pois fazem parte e estão cooptadas no cotidiano da vida moderna. Com um olhar um pouco mais atento, observador e absorvedor consegui tirar algumas conclusões e estudar fatos como objetos. Claro que poderia ter analisado de diversas maneiras, e muitos complementos poderiam ser feitos, mas procurei seguir um fluxo de consciência de observação, que resultou em uma maneira simples e talvez questionadora.

Portanto, a partir do momento em que não criamos uma distância abstrata para entender a sociedade em que estamos inseridos, mergulhamos de cabeça nela, isto é, agimos de maneiras muitas vezes automáticas e programadas, e, essa aceitação sem questionamentos, pode ser a pior inimiga do agir.


- releve os erros de português!

Fundamento

Neste momento, fundo neste blog o uso, como base essencialmente e descontinuamente fundamental, da metáfora do flâneur. É um exercício importante, portanto, apesar de conhecê-lo superficialmente, tentarei desvendá-lo na prática (mesmo que descontínua e um pouco interna). Importante também é ter como base - não levando como um dogma ou um princípio - um pouco da "Redução Fenomenológica" que Sartre comentava.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O que é política?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Exemplo da vaca

"Piada de economista que distingue os modos de produção e regimes políticos contemporâneos":

Socialismo: Você tem duas vacas. O Estado toma uma e a dá a alguém.
Comunismo: Você tem duas vacas. O Estado toma as duas e lhe dá o leite
Fascismo: Você tem duas vacas. O Estado toma as duas e lhe vende o leite.
Nazismo: Você tem duas vacas. O Estado toma as duas e o mata.
Burocracia: Você tem duas vacas. O Estado toma as duas, mata uma e desperdiça o leite no sistema de racionamento.
Capitalismo: Você tem duas vacas. Você vende uma e compra um touro.

(?)

quarta-feira, 11 de março de 2009

M. May

Nos velhos tempos, se alguém chamasse um artesão de "trabalhador" ele seria levado certamente a uma briga... Mas agora disseram aos artesãos que os trabalhadores estão no topo do Estado, e portanto todos insistem em ser trabalhadores.

M. May, 1848

sábado, 7 de março de 2009

Do Século XIX

São novas regras, costumes, conversas, pensamentos, entre outros. Na verdade, não sei quais são as regras.
É um acervo gigantesco, tanto móvel como imóvel, com páginas ou com bate-papos.
O século XIX traz toda essa herança que precisa ser analisada e escupida da maneira mais acessível e esclarecedora.
A imaginação sociológica deve fazer parte dessa agenda.
Justamente, são pontos que, a priori parecem não ter ligação, mas a ligação quem faz somos nós. A academia também.
 
 
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