Ah! Gostaria de olhar para os lados e ver, viver e nascer com os estatutos do homem!
Talvez na minha bandeira, talvez na cabeceira, talvez no meu portão.
Os quais nasceram em meio a confusão! Nascia naquele ano, juntamente com eles, a tal da repressão. Nascia ali a sede por justiça, então.
Tiros de esperança eram descontrolados.
Em Moscou: "Que se eleve a cultura do povo!", simples, mas deixava de ser imcompreensível para as massas.
Em Santiago do Chile: "O homem confiará no homem, como um menino confia em outro menino".
E o atingido, numa reza de vigor, pede:
Faça amor a noite toda com a liberdade e acorde com ela.
Escove os dentes e a língua, deixe ir pelo ralo toda a solidão do cotidiano urbano.
Sem entraves, nem desdém,
tenha fé no homem!
Na mesa pão, arroz e feijão,
para o dono do dinheiro, deixe que coma sua ração.
Já basta ver nas ruas a vida no papelão.
Sem arrependimentos, nem porém,
tenha fé no homem!
